Partir do que vai guardar
Liste os produtos no pico da semana: preparações em recipientes, matérias-primas, bebidas. Indique os formatos dos recipientes e quantos têm de estar no armário ao mesmo tempo. Muitos armários de cozinha são pensados para grelhas e recipientes gastronorm: confirme que as guias interiores aceitam os seus formatos sem adaptadores.
Ler os litros com a geometria
O volume útil declarado não diz quantos recipientes cabem de facto: contam a largura útil, o número de guias, o espaço entre níveis e o espaço ocupado pelo evaporador. Peça o desenho interior ou meça um modelo em exposição com um recipiente seu. Um armário com menos litros mas com guias adequadas aos seus formatos pode guardar mais produto útil.

Etiqueta, categoria e classe climática
A base de dados europeia EPREL reúne as fichas dos armários frigoríficos profissionais: pode comparar classe, consumo anual e volumes de modelos diferentes com a mesma base de medição. Compare apenas aparelhos da mesma categoria (refrigeração ou congelação, vertical ou de bancada). A classe climática indica a temperatura ambiente prevista: numa cozinha quente, um aparelho previsto para um espaço mais fresco trabalha mais e pode não manter a temperatura.
Dos kWh aos euros: exemplo de cálculo
Com valores de exemplo: o modelo A consome 1200 kWh por ano, o modelo B 2000 kWh. A 0,25 € por kWh, A custa 300 € por ano de eletricidade e B 500 €: em cinco anos a diferença é de 1000 €. Use o consumo declarado na etiqueta e o preço da sua fatura, e lembre-se de que o consumo real depende também das aberturas de porta, da temperatura da cozinha e da posição do aparelho.
| Modelo (exemplo) | Consumo anual | Custo anual a 0,25 €/kWh | Custo em 5 anos |
|---|---|---|---|
| A | 1200 kWh | 300 € | 1500 € |
| B | 2000 kWh | 500 € | 2500 € |
| Diferença | 800 kWh | 200 € | 1000 € |
Limites deste guia
O guia ajuda a comparar armários frigoríficos; não define as temperaturas de conservação dos seus produtos, que decorrem do seu plano HACCP e das indicações dos fornecedores. A classe energética compara consumos em condições de ensaio: numa cozinha muito quente, o consumo real será maior.
Erros a evitar
- Escolher pelos litros sem verificar guias e formatos dos recipientes.
- Comparar aparelhos de categorias diferentes.
- Ignorar a classe climática numa cozinha quente.
- Esquecer o espaço para portas abertas e ventilação.
- Olhar só para o preço e não para o consumo a cinco anos.
Lugar, portas e assistência
Desenhe o armário com as portas abertas: têm de abrir totalmente sem bloquear uma passagem. Deixe o espaço de ventilação indicado pelo fabricante, longe de fornos e fontes de calor. Pergunte pelos tempos de intervenção da assistência, pela disponibilidade de peças e pelo que acontece à mercadoria em caso de avaria: um frigorífico parado durante o serviço custa mais do que o seu preço. A ENERGY STAR reúne recursos sobre equipamentos profissionais de restauração úteis para esta comparação.
Para ter à mão
Perguntas frequentes
O que indica a etiqueta energética de um armário frigorífico profissional?
Classe de A+++ a G, consumo anual de energia em kWh, volume útil das zonas refrigeradas e congeladas e classe climática, segundo o Regulamento Delegado (UE) 2015/1094.
Compensa pagar mais por um modelo mais eficiente?
Calcule a diferença de consumo pelo seu preço do kWh e pelos anos de uso: no exemplo do guia, 800 kWh por ano valem 1000 € em cinco anos.
O que é a classe climática?
Indica as condições ambiente para que o aparelho foi previsto. Numa cozinha quente, escolha uma classe adequada, senão o armário terá dificuldade em manter a temperatura.
Onde encontro a ficha de um modelo?
Na base de dados europeia EPREL, onde se comparam classe, consumo anual e volume.
Recursos e soluções
- Ficha de trabalhoArmário frigorífico profissional: comparar espaço útil, utilização e custosCSV TXT
- FerramentasVer as 5 ferramentas
- Frio profissionalTodos os guias da secção «Frio profissional»

