O mesmo perímetro

Antes de comparar os totais, confirme que os orçamentos cobrem o mesmo: equipamentos, transporte, instalação, ligações, recolha do equipamento antigo, ensaios, formação, garantia. Uma linha presente num orçamento e ausente no outro tem de ser esclarecida, não ignorada.

Um exemplo a cinco anos

Com valores puramente de exemplo: a proposta A custa 18 000 € instalada, a proposta B 21 000 €. A energia dos equipamentos principais, calculada a partir das etiquetas e de um preço de 0,25 € por kWh, vale 4200 € por ano para A e 3400 € para B. A manutenção prevista é de 600 € por ano para ambas. Em cinco anos, A custa 18 000 + 5 × 4800 = 42 000 €; B custa 21 000 + 5 × 4000 = 41 000 €. B, mais cara na compra, fica 1000 € mais barata no período.

Mude um só valor, como o preço da energia ou as horas de funcionamento, e o resultado pode inverter-se: por isso o cálculo faz-se com os seus números.

Rubrica (exemplo)Proposta AProposta B
Compra e instalação18 000 €21 000 €
Energia por ano4200 €3400 €
Manutenção por ano600 €600 €
Total em 5 anos42 000 €41 000 €
Frigorífico com porta de vidro e superfícies em inox numa cozinha de restaurante.

Ligar cada consumo a uma utilização

Um consumo só faz sentido com as horas de funcionamento. Para o frio, a etiqueta indica um consumo anual; para fornos e máquinas de lavar loiça, peça consumos por ciclo ou por hora e multiplique pela utilização real. Os recursos da ENERGY STAR sobre equipamentos de restauração ajudam a perceber que grandezas pedir.

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Paragem sem inventar avarias

Não estime uma frequência de avarias que não conhece. Pergunte antes pelos tempos de intervenção garantidos, pela disponibilidade de peças e por soluções de recurso (um segundo equipamento, um plano B para o menu). Um contrato de assistência com intervenção rápida tem um custo: ponha-o na tabela e compare-o com o que perderia num serviço falhado.

Limites deste guia

A comparação a cinco anos usa números de exemplo, não preços de mercado. O guia não trata de amortizações, financiamento ou apoios, que mudam o resultado: pergunte ao seu contabilista como os registar. Guarde as hipóteses do cálculo junto da proposta, para o refazer se mudarem.

Erros a evitar

  • Comparar propostas com âmbitos diferentes.
  • Pôr a zero os itens sem preço.
  • Inventar uma frequência de avarias.
  • Usar um preço de energia diferente do da fatura.
  • Não tornar públicas as hipóteses do cálculo.

Uma ficha de decisão legível

Resuma tudo numa página: total a cinco anos por proposta, hipóteses usadas (preço da energia, horas, ciclos), rubricas ainda por confirmar. Assim quem decide vê em que assenta a comparação e que respostas faltam.

Para ter à mão

Perguntas frequentes

Porquê comparar a cinco anos?

Porque a energia e a manutenção podem pesar tanto como a compra. No exemplo do guia, a proposta mais cara na compra fica 1000 € mais barata em cinco anos.

Onde encontro os consumos dos equipamentos?

Nos armários frigoríficos profissionais, na etiqueta energética e no EPREL; nos outros equipamentos, nas fichas do fabricante, pedidas na mesma base.

Como ter em conta as avarias?

Não invente a frequência: pergunte por tempos de intervenção, peças e soluções de recurso, e ponha o custo destas na tabela.

Quantos anos considerar?

A vida útil esperada dos equipamentos principais; cinco anos é um horizonte de comparação habitual, mas use o seu.

Recursos e soluções

Fontes e referências

  1. NAFEM — Ferramentas de custo do ciclo de vida (em inglês) — consultado em 28 de outubro de 2026
  2. Comissão Europeia — EPREL, armários frigoríficos profissionais — consultado em 28 de outubro de 2026
  3. ENERGY STAR — Recursos sobre equipamentos de restauração (em inglês) — ENERGY STAR (EPA, Estados Unidos) · consultado em 28 de outubro de 2026